Doenças relacionadas ao trabalho afetam operadores

17/04/2011 15:27

O setor de telemarketing / teleatendimento é um dos maiores geradores de emprego no país, principalmente para a faixa etária dos 18 aos 26 anos, sendo, na maioria dos casos, a primeira oportunidade profissional dos jovens. Segundo estimativas do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexo (Sintelmark), com as vagas no segmento disponibilizadas para o Estado de São Paulo, encerrou 2010 contabilizando 400 mil profissionais na área.
Esse bom cenário, no entanto, deixa oculto os malefícios causados à saúde dos trabalhadores, que enfrentam alta rotatividade e estão expostos a índices elevados de estresse.
Somente na Região Metropolitana da Grande São Paulo, de acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), existem aproximadamente 250 mil profissionais neste segmento, sendo que os atendimentos na sede relacionados a doenças do trabalho apontam que 39% sofrem de Lesão por Esforço Repetitivo (LER), 27% de transtornos psíquicos e 25% apresentam alguma perda auditiva ou de voz.

Sob pressão


Para o diretor de Comunicação do Sintratel, Ronaldo Lopes Nascimento, a entidade tem entre as diretrizes dar suporte aos profissionais e também intervir junto às empresas para buscar melhores condições de trabalho. “Atuamos em conjunto com órgãos públicos, como o Centro de Referência do Trabalhador, para auxiliar essa categoria que é caracterizada por apresentar doenças no início da fase produtiva da vida”, afirmou.
Lopes destacou que um conjunto de fatores faz com que os trabalhadores figurem nas estatísticas negativas do telemarketing/teleatendimento.
“A pressão é intensa e a busca pelas metas promove, muitas vezes, situação constrangedora e humilhante aos operadores. Há pouco respeito pelo ser humano que desempenha a função.”
A média que um operador de temarketing/teleatendimento permanece nas empresas varia de oito meses a um ano, segundo o Sintratel, sendo que a dedicação à área é mais efetiva no período da formação universitária do operador, em decorrência da carga horária permitir a conciliação com os estudos.
Lopes destacou que o melhor caminho para os operadores é conhecer sobre os direitos trabalhistas. “É um segmento com grande número de jovens, principalmente da periferia das cidades e com pouca qualificação. Dentro desse cenário, os abusos são facilmente cometidos e a pessoa leva tempo para notar que existe desenvolvimento de doenças relacionados a atividade laboral. Uma das formas de amenizar os danos é conhecer seus direitos e o sindicato oferece esse caminho para ajudar a categoria.”

www.diarioregional.com.br/view_news.php?id_news=1982

Fonte e créditos: Diário Regional

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