O “pomo da discórdia” que uniu o setor de TI: contra a regulamentação da profissão

11/05/2011 13:47

Assim como na lenda grega, quando lançado o “pomo da discórdia” gerando atrito entre as deusas do Olimpo, o Senado jogou à mesa o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 607/2007, que visa regulamentar a profissão de Analista de Sistema e Técnico de Informática, gerando a obrigatoriedade do diploma para exercer as funções no setor.

No entanto, o resultado que se vê é exatamente o contrário do ocorrido no mito, unindo as principais entidades do setor contra essa decisão equivocada e fora da atual realidade do mercado de tecnologia da informação e comunicação do Brasil, deixando o Senado sozinho do outro lado do cabo-de-guerra.

Entidades como a ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), SBC (Sociedade Brasileira de Computação), ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), BRASSCOM (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), SOFTEX (Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software), SUCESU (Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações) e FENAINFO (Federação Nacional da Informática), todas representando a academia, os usuários e os empresários, já haviam declarado abertamente o descontentamento e o posicionamento contra a regulamentação da profissão de Analista de Sistema e Técnico de Informática.

O movimento ganhou ainda mais força com o apoio da FENADADOS (Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares), posicionando os profissionais do setor contra a PLS 607/07, e ainda solicitando de forma direta o arquivamento do projeto de lei.

Com a declaração da FENADADOS criou-se um posicionamento unânime de descontentamento contra o movimento levantado pelo Senado, gerando uma força do setor em busca de manter a expansão do mercado de TIC, e garantir que as expectativas e promessas do setor não acabem em conto de fadas.

Ou seja, academia, empresários, profissionais e usuários, todos unidos por um futuro melhor para o setor de Informática e Tecnologia da Informação e Comunicação, lutando contra os entraves de uma possível legislação retrógrada e cartorialista que venha a criar amarras, frear e tirar o brilho do que tende a se tornar uma das principais vertentes econômicas do país.

 

 

* Roberto Carlos Mayer é diretor da MBI, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI).

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