Polo de rua x shopping center: qual a melhor pedida?

27/08/2011 12:22

O seminário “Polos Comerciais de Rua: Uma Opção Estratégica para Expansão”, realizado hoje (25) no auditório nobre da FGV (Fundação Getulio Vargas) deu o que falar nos quesitos: viabilidade, acesso, custo e benefícios para os varejistas e consumidores. Promovido pela GVcev - Centro de Excelência em Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV-EAESP, o evento contou com a presença de pequenos, médios - como o Depósito de Lingerie, que foi apresentado inclusive como case de sucesso - e grandes varejistas, como a rede de supermercado Dia, o Extra e a  Marisa, que participou da discussão e falou um pouco sobre suas estratégias.

“Uma das coisas que a gente pode interpretar com algumas análises que fizemos é que o centro de São Paulo é o retrato da cidade. Ou seja, para onde estiver seguindo o varejo, o emprego e as agências bancárias, lá estará o principal polo de concentração comercial, seja ele aberto (de rua) ou fechado (como os shoppings)”, explicou Tadeu Masano, professor da FGV, que abriu a discussão.

Mas os estudos também mostraram os prós e os contras quando um shopping fica mais próximo do polo comercial de uma rua, sem que haja prévio planejamento. Se por um lado a região passa a ser mais procurada pelos consumidores, pelo outro pode ser que o shopping acabe tirando a vitalidade do polo de rua, se as ações não forem estudadas antecipadamente. Some-se a isso o crescimento do mercado informal paralelo, do qual muitas vezes o camelô pode ajudar a atrair clientes e em outras acabar tomando toda a frente de uma loja. “Com tudo isso, sem sombra de dúvida quando um cliente vai a um polo de rua, por exemplo, acaba tendo mais opções para fazer comparações de preços e encontrar objetivamente o que procura”, esclarece Ana Maria Biazzi, presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP), a respeito da evolução dos polos.

Mas como planejar possíveis centros comerciais em uma cidade como São Paulo? “Ocupando quem sabe áreas remanescentes de zonas de incorporação, criando um novo conceito de lifestyle, como acontece nos Estados Unidos”, propõe Biazzi.

Atualmente os principais polos de médio padrão em São Paulo se concentram ao centro, leste, nordeste, sudeste e noroeste da cidade.

Outros pontos de vista

Reconhecer que o varejo paulista é extremamente dinâmico não só nos shopping como nos polos de rua foi uma unanimidade entre os convidados e a platéia. “A rua é uma referência. O que não tem número simplesmente não existe para a cidade”, defendeu o convidado Luiz Bloch, assessor especial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU-SP).

Para José Luiz Cunha, diretor de vendas da Marisa, lidar com o varejo é estar disposto a aprender todos os dias. “Independente do formato de loja, o que não dá para colocar nela hoje pode ser que dê amanhã”.

O fato é que há espaço no varejo para todo tipo de tamanho e segmento de loja. Só vai depender do planejamento, condições e foco do empresário. Se ele prefere, por exemplo, ir para o polo de rua porque não desprende de tempo para esperar o grau de maturação que um shopping às vezes exige, ou se prefere esperar mais um pouco e se lançar nele, acreditando ter capital para pagar por um aluguel mais caro, que em contrapartida oferece mais segurança, lazer e atratividade. Fica ao gosto do freguês, que neste caso fica do lado de dentro do balcão.

 www.cmnovarejo.com.br/ponto-de-venda/formatos-de-loja/1804-polo-de-rua-x-shopping-center-qual-a-melhor-pedida

Fonte e créditos: NOVAREJO

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