Sem fiscalização, operadores de telemarketing almoçam com pombos

18/06/2011 11:13

 

Sindicato enviou oficio a Covisa, mas até agora nenhuma empresa foi fiscalizada ou multada

Pelo menos dez empresas de telemarketing na Grande são Paulo são alvo de denúncias sobre condições precárias de higiene para os funcionários, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing (SINTRATEL) . No entanto, a situação parece estar longe de ser resolvida pois a Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA), que deveria fiscalizar e multar as empresas, não têm veículos para transportar seus fiscais. Sem o risco de serem multadas , as companhias continuam desrespeitando as regras e as denúncias não param de chegar ao SINTRATEL.

SEGUNDO O SINTRATEL PELO MENOS 50 MIL PROFISSIONAIS DE TELEMARKETING SOFREM COM AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE LIMPEZA NAS EMPRESAS DE CALL CENTER.

“ Fizemos várias tentativas , enviamos até um ofício á CONVISA, mas nada foi feito até agora” diz Alberto Paiva, diretor do sindicato. Ele estima que pelo menos 50 mil profissionais de áreas relacionadas a telemarketing sofrem com péssimas condições de limpeza. “ As principais reclamações referem-se a falta de banheiros. Também há casos em que os funcionários almoçam no refeitório ao lado de pombos”, afirma Paiva. Por não ter conseguido confirmar todas as denúncias ele prefere manter em segredo o nome das empresas que desrespeitam a lei.

Na primeira nota da COVISA enviada ao BRASIL ECONOMICO a informação era que as empresas de telemarketing voltariam a ser inspecionadas “ em breve”. Na última Segunda –feira(13), o orgão enviou nota dizendo que estas companhias seriam vistoriadas “nesta semana”. Contudo , até o fechamento desta edição, o SINTRATEL não havia sido procurado pela COVISA.



Falta de carros paralisa Covisa e atrapalha empresas

Quem precisar de uma inspeção da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) vai ter de convencer seus técnicos a pegar ônibus para chegar ao local. A instituição ligada à Secretaria Municipal de Saúde, de São Paulo, que entre outras atribuições faz vistorias e emite relatórios para que empresas possam importar certos produtos, não tem mais veículos para realizar seu trabalho. A consequência é uma fila de espera que dura meses e corrói a receita das empresas.

A importadora De Biase e Presbiteris tenta trazer perfumes do Bahrein desde o início do ano. O pedido de visita técnica para vistoria do depósito onde serão armazenados os produtos foi protocolado em janeiro deste ano, mas até agora nenhum funcionário da Covisa apareceu no local. “Infelizmente estamos sem veículos para que os técnicos possam fazer inspeções. Portanto não temos previsão para inspecionar a empresa”, escreveu Lúcia Helena Terra Guerra, da subgerência de medicamentos da Covisa, em e-mail enviado a De Biase e Presbiteris.

Prejuízo

Pagando aluguel do depósito desde o início do ano e com risco de perder o ponto de venda reservado no Shopping Ibirapuera, na capital paulista, o sócio da empresa, Nelson Presbiteris, ofereceu-se para arcar com as despesas de táxi dos funcionários da Covisa, mas a sugestão foi rejeitada. “Estou quebrando antes mesmo de iniciar as atividades da minha empresa”, afirma Presbiteris. Sem o relatório da Covisa o empresário não consegue solicitar a licença de importação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os problemas da instituição são antigos. No ano passado o vereador Jamil Murad (PCdoB-SP) foi relator de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Covisa. Até dezembro do ano passado o órgão possuía apenas 2 mil funcionários, quando o ideal são pelo menos 4 mil, segundo conclusões da investigação. A CPI também constatou que a Covisa tinha apenas 12 veículos disponíveis para os trabalhos. “Para dar conta de todo o serviço são necessários dezenas de carros”, diz Murad.


Segundo o vereador, o principal problema da Covisa está na forma como é feito o repasse das verbas, que vem dos governos federal e municipal. “O dinheiro destinado à Covisa fica parado nos cofres da Secretaria Municipal de Saúde”, afirma Murad.

Outro lado

Procurada pela reportagem a Covisa informou na última sexta-feira (10), por meio de nota, que “o contrato com a empresa que prestava serviço de transporte foi anulado, em maio, por medida judicial”. Na ocasião, o órgão também afirmou que o processo de licitação fora retomado e que as atividades seriam normalizadas nas próximas semanas”. Porém, no início desta semana, o discurso mudou. Em outra nota, o órgão informou que as atividades já haviam voltado ao normal. No entanto, até o fechamento desta edição, a Covisa não havia agendado a inspeção na De Biase e Presbiteris.

Criada em 2003, a Covisa tem a responsabilidade de desenvolver programas de orientação, fiscalizar e intervir nos ramos em que atua como: centro de controle de zoonoses; vigilância de produtos e serviços de interesse da saúde; vigilância em saúde ambiental e programa de proteção e bem-estar de cães e gatos em São Paulo.

Fonte: Brasil Econômico
Notícia publicada:15/06/2011
Autor:Cintia Esteves
 

 

Saiba Mais :


RELATÓRIO FINAL CPI COVISA
CPI – COVISA – Comissão Parlamentar de Inquérito para Averiguar e apurar eventual deficiência no desempenho das competências
outorgadas à coordenação de vigilância em saúde – COVISA, especificamente no que tange à comercialização e manipulação de
produtos cosméticos, alimentícios, farmacêuticos, serviços de saúde e substâncias de interesse da saúde. PROCESSO RDP Nº 08-46-2010

Pagina 107
17. Reunião Ordinária de 24/08/2010
17.1. SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TELEMARKETING –
SINTRATEL
Alberto Paiva – Diretor e membro do Conselho Municipal de Saúde


Interface com COVISA
Não tem relacionamento com a COVISA. Como membro do Conselho Municipal da Saúde até tentaram participar das vigilâncias dentro da empresa, mas eles dizem que não tem veículos para ir nas empresas de telemarketing.

Parceria da COVISA com Centro de Referência em Saúde do Trabalhador. Nunca viu essa parceria.

Doença profissional
LER – Lesão do Esforço Repetitivo
Não temos como identificar. Encaminhamos para o Centro de Referência do Trabalhador, mas dentro desse centro de referência, temos essa dificuldade que não temos o nexo epidemiológico. O que temos é um controle das pessoas que nos procuram para encaminhando para o centro de referência.

Interface com a COVISA
A COVISA não tem nos ajudado. Encaminhamos para o centro de referência e para a COVISA, para ajudar na identificação das doenças. O sindicato sempre debate com a Fundacentro. A COVISA nunca chamou o Sindicato para fazer fiscalizações nas empresas de telemarketing


Categoria
Média de 250 mil trabalhadores em São Paulo, jovens, com rotatividade de 6 meses a um ano.


Orçamento
Em reunião com Sandra Monetti, representante da Secretaria da Saúde, foi dito que há verba para fazer fiscalizações nas empresas de call center, mas não sabe por que não são determinadas para tais locais. E que há funcionários para estar fazendo esse procedimento, mas não estão sendo encaminhados para as empresas. Há verba mas não sabemos o porquê essa verba não sair do congelamento. Se não utilizar este ano ela disse que perde.


Condições de trabalho
Há muita pressão para cumprir metas. Há casos de tentativa de suicídio.


NR 17
Foi um ganho para o Sintratel. Implementada em 2007 , a categoria passou a ter 40 minutos de descanso, duas pausas de dez minutos e os 20
minutos de lanche.

 

Acompanhe relatorio completo acessando o link https://www.jamilmurad.com.br/site/images/pdf/relatoriocpicovisa.pdf

 

www.sintratel.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=530:sem-fiscalizacao-operadores-de-telemarketing-almocam-com-pombos&catid=36:noticias-do-mundo-sindical

Fonte e créditos: Sintratel

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